A exposição apresenta dois grupos de trabalhos: o primeiro é composto por 10 desenhos, inéditos, feitos sobre uma tiragem especial, impressa em papel de arroz, da série de gravuras Maneira Branca, exposta em 2006 na Estação Pinacoteca do Estado de São Paulo. No outro grupo, um conjunto de 10 fotografias, produzidas este ano na Favela da Linha, em São Paulo, Ceagesp, destacando a riqueza de soluções estéticas e arquitetônicas da favela. As fotos são impressas em papel algodão com tinta mineral, e as medidas variam entre 100x50cm e 100x80cm.
“Os desenhos já tinham sido pensados quando fiz a primeira série das gravuras. Eles na verdade são uma intervenção e uma tentativa de dar mais corpo ao trabalho que podemos chamar de um diálogo explícito com a pintura”, declara a artista.
As fotos que Elisa Bracher vai expor na Mercedes Viegas são resultantes de uma documentação fotográfica que a artista realizou na Favela da Linha. Ao rever o conjunto de 700 fotos, percebeu que continham a história do seu olhar construído durante os 10 anos que trabalha junto à comunidade.

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