Sobre o espaço
Amalia Giacomini e Eduardo Coimbra
“Transformo a imagem côncava, que
é a que vemos quando estamos imersos em uma paisagem,
em uma imagem convexa”, explica Eduardo Coimbra. Fernando
Cocchiarale ressalta que o artista propõe “uma
nova paisagem, de uma outra concepção espacial
em relação à da janela renascentista”.
Mais duas obras de Eduardo Coimbra integrarão a mostra.
Uma maquete da série “Horizontes”, também
com um backlight, em que o artista mistura céu infinito
e a terra, esta como elemento de chão, grama. Assim,
o céu ocupa as rampas laterais de um parque.
Também fará parte da exposição
a obra “Fall”, um desenho em baixo-relevo sobre
madeira branca, em que Eduardo Coimbra altera a perspectiva.
Fernando Cocchiarale comenta que “os Asteróides
e o Horizonte são, por suas características
espaciais, implausíveis de um ponto de vista euclidiano,
e uma tomada de posição diversa daquela da tradição
da paisagem”. Para o crítico “entre os
ícones de Eduardo e as projeções de Giacomini
estão virtualmente enunciadas diversas possibilidades
de elaboração do espaço contemporâneo”.
Amalia Giacomini recebeu ano passado o Prêmio
Projéteis de Arte Contemporânea da Funarte, e
foi uma das artistas mapeadas pelo projeto Rumos Itaú
Cultural. Ainda neste ano fará exposições
na galeria do Sérgio Porto e na Funarte.