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Release De acordo
com a crítica Susan Cross, O Mundo como
uma Laranja encontra seu tema e princípio
organizador (as regras do jogo) na esfera do cotidiano,
embora Linnemann transforme o familiar em algo estranho.
Cada elemento reconhecido de seus tableaux domésticos
é cortado como se cortaria ou se descascaria
uma laranja num único e extraordinariamente habilidoso
movimento. Os pequenos tapetes parecem ter sido atirados
no chão como uma menina jogaria por cima do ombro
as cascas de uma laranja na esperança de que
as letras às quais se assemelham quando caem
possam revelar as iniciais de seus futuros amores. Existe
mesmo magia no mundano.
Este grupo de peças remete, assim, aos trabalhos
anteriores da artista, os quais também incorporavam
uma tarefa tradicionalmente doméstica (a costura)
à prática artística. Sua obra traz
sempre o elemento do inesperado. Ana Linnemann já
vestiu blocos de cimento, costurou pedras com fio de
arame e colocou zíperes nos caules de delicadas
folhas. Com suas improváveis combinações
de material e função, os trabalhos de
Linnemann lembram a xícara de chá forrada
de pele de Meret Oppenheim ou o ferro de passar cravejado
de pregos de Man Ray.
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