Angelo Venosa
é um dos poucos artistas dedicados
à escultura egressos da chamada Geração
80. Nascido em São Paulo, em 1954, muda-se para o Rio
de Janeiro no ano de 1974 e ingressa na Escola Superior de
Desenho Industrial - ESDI, concluindo o curso em 1977. Inicia
a carreira após um período de formação
no ateliê livre de pintura da Escola de Artes Visuais
do Parque Lage - EAV/Parque Lage com o pintor Luiz Aquila
(1943). Entre 1984 e 1990, integra o Ateliê da Lapa,
quando começa fazer suas primeiras obras tridimensionais.
Em 1989, vence concurso público e instala uma escultura
na Praça Mauá, transferida posteriormente para
a praia do Leme. Participou, em 1987, da 19ª Bienal Internacional
de São Paulo e, em 1993, da 45ª Bienal de Veneza.
As obras realizadas de 83 a 90 apresentam um amálgama
de materiais díspares, sem distinção
entre elementos da natureza e produtos da indústria:
estruturas de madeira ou galhos de árvore são
em geral revestidos ou unidos a tecidos, borracha, fibra de
vidro, bandagem gessada, piche etc., criando formas situadas
entre o orgânico e o artificial, a figura e o disforme.
As estruturas tridimensionais de Venosa exploram uma horizontalidade
pouco usual na escultura brasileira.
No início dos anos 1990, o artista incorpora materiais
como cera, chumbo, mármore e dentes de animais à
sua obra, ao mesmo tempo que passa a trabalhar com figuras
reconhecíveis como vértebras e ossos. Suas peças
tornam-se menores e surpreendem mais pela estranheza e caráter
inquietante do resultado do que por sua ocupação
espacial.
(continua...)
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