A manipulação de materiais
em camadas para construção de suas formas, passa
a ser a tônica de seus trabalhos mais recentes, como
as esculturas em lâminas de vidro. Com uma intervenção
urbana no evento Arte/Cidade/Zona Leste, em 2002, Angelo
Venosa reitera seu interesse pela decomposição
/ recomposição da forma a partir do método
de fatiamento de um sólido e sua recomposição.
Neste trabalho, o artista pendura, na estrutura do teto de
um antigo galpão ferroviário, cordas formando
anéis pendentes e rigorosamente espaçados que
induzem à percepção de um gigantesco
sólido geométrico contido no esqueleto arquitetônico
do galpão. Trata-se de lidar simultaneamete com os
mecanismos da percepção do espaço e de
experimentar a fronteira entre o raciocínio abstrato
da geometria (a linha, a representação do sólido
em duas dimensões) e a concretude física da
linha (um fio no espaço).
texto
editado a partir do verbete “Angelo Venosa” na
Enciclopédia de Artes Visuais do Itaucultural.org.br
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