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A resina e o
poliéster tomam o lugar da tradicional tela, e resultam
em um efeito de transparência, seduzindo e brincando
com a noção de perspectiva do espectador. De
forma dissimulada, pode-se pensar inicialmente em uma pintura
a óleo, com sua opacidade característica, mas
o preciosismo desta técnica logo dá lugar à
compreensão de que se trata de uma superfície
plástica elaborada pelo avesso do quadro.
O artista revela uma revisão
de aspectos essenciais de sua poética, e a experiência
com um novo tipo de figuração, menos afeita
à narrativa e mais voltada para formas "apropriadas"
e minimamente retificadas.
O livro “Dudi Maia Rosa e as mortes
da pintura”, de Oswaldo Corrêa da Costa,
foi editado pela Metalivros, de Ronaldo Graça Couto,
com patrocínio da F/NAZCA Saatchi & Saatchi. Com
190 páginas, e mais de 160 imagens, o livro tem formato
de 23 x 28cm, e duas edições, uma em português
e outra em inglês. Na Mercedes Viegas Arte Contemporânea
o livro custará R$ 50,00, durante o período
de exposição, e nas livrarias poderá
ser adquirido por R$ 76,00.
Oswaldo Corrêa da Costa, pesquisador
brasileiro radicado em Nova York, faz uma análise da
trajetória do artista plástico paulistano, de
1978, a partir da primeira exposição individual,
até o ano de 2003. O autor investiga a produção
de Maia Rosa como pioneira no desenvolvimento de uma pintura
contemporânea, no Brasil, ao mesmo tempo em que cria
uma relação com a produção artística
em outros países, neste período.
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