Condensações
A relação entre escultura e pintura, em
intrínseca comunhão com o espaço,
caracteriza os trabalhos que Everardo Miranda apresenta,
em sua atual exposição individual, após
longa ausência de galerias ou outras situações
expositivas. Desenvolvidos de maneira quase secreta
– o ritmo da produção intensifica-se
com a recente prática de ateliê –
os trabalhos guardam, contudo, a marca da modalidade
de sua apresentação: incorporam a exposição
como campo privilegiado de operação.
Desse processo resultaram dezenas e dezenas de maquetes
de esculturas e inúmeras séries de desenho,
até agora só conhecidas por amigos. O
portfólio, na atual exposição,
revela seu percurso desde as aquarelas e guaches de
sua primeira individual no Instituto de Belas Artes,
Parque Lage, em 1971, aos trabalhos recentes.
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