Para esta mostra, Marco Veloso produziu quatro grupos de desenhos independentes e diferenciados entre si por seus formatos, mas principalmente por variadas experiências com a linguagem desta arte. Podemos dividir assim estes desenhos:
1. desenhos não-figurativos e geométricos a partir de linhas e vias "serpenteantes";
2. um tipo de figuração conceitual e quase realista, diversas vezes como comentário à história do desenho;
3. algumas paisagens interiores, relativas e abstratas;
4. jogos entre a representação espacial e as contradições resultantes da expressão do espaço tri-dimensional ou ilusionista.
No texto de apresentação da exposição, o artista plástico Tunga destacou o aspecto de novidade absoluta presente na obra de Marco Veloso: "Lembra-se de quando tudo era novidade? Umas poucas repetições ainda não haviam maculado coisas ou a nós. Em algum lugar do mundo de mim ou você devo procurar. Em fragmentos em uma cena, num vento numa textura. Voando ou a pé ocasionalmente até achá-las nuas e sem lembranças. Vou portanto, com uma linha enchendo, a lápis que seja, cobrindo papéis, descobrir coisas...