Eduardo Coimbra e Amalia Giacomini (cont.)
topológica (séc. XIX); da representação
de um mundo regido por noções de altura, largura
e profundidade por outra de um espaço elástico
passível de ser torcido e ampliado.
As transmutações engendradas pela artista, no
entanto, desdobram-se também em outros níveis
de significação: sistemas fundados em abstrações,
são visualmente materializados por meio das quadrículas,
malhas ou redes que ela cria com fitas elásticas para
a ocupação estratégica do espaço
expositivo (das construções inteligíveis
para a percepção sensorial).
Edu Coimbra também concebe o espaço
icônico dos trabalhos expostos a partir da topologia.
Os Asteróides são colagens fotográficas
de acidentes geográficos que resultam em superfícies
de aparência natural, contínuas e sem horizonte,
qual esferas irregulares flutuando no céu / fundo azul.
A linha do horizonte tornou-se indispensável para a
pintura a partir da perspectiva renascentista. Não
era concebível a representação da profundidade
no plano pictórico sem o horizonte, infinito perceptivo
visual para o qual fugiam as paralelas à profundidade
do quadro.